Recomeços


Temos o costume de buscar explicações, ou culpados, para tudo o que nos acontece. Idealizamos nosso futuro, e quando ele não corresponde a nossa expectativa, dificilmente nos culpamos. Esquecemos que quase tudo é reflexo de nossas escolhas, normalmente pequenas, mas nossas escolhas.
Claro que determinadas situações fogem do nosso controle e são inevitáveis, por isso é muito desgastante pensar que uma cadeia de acontecimentos pode ter se iniciado porque simplesmente saímos para comprar pão.
Às vezes as grandes mudanças devem-se a uma única decisão, como a escolha do que cursar na faculdade. Então, quando as coisas dão errado normalmente seguimos por dois caminhos: ou enlouquecemos nos culpando por tudo ou culpamos tudo e todos pelas injustiças da vida, menos nós mesmos.
O grande segredo é encontrar o equilíbrio entre esses dois extremos. É importante enxergamos que existem coisas que estão fora do nosso alcance, e quando conseguimos compreendê-las, a única coisa que temos controle é sobre nossa atitude perante esses acontecimentos.
No entanto, mais importante ainda é reconhecer aquilo que é nossa responsabilidade e, mais ainda, saber que nunca é tarde para mudar, sem culpar-nos pelos erros cometidos, pois todos cometem.

Afinal, a vida é assim: cheia de alegrias, tristezas, gostos, desgostos, surpresas e decepções. Cada dia aprendemos uma nova lição, que vem fazer companhia para nossa bagagem repleta de memórias, as quais vão nos modificando, talvez até nos tornando mais duros com a humanidade.

A paciência diminui, a ansiedade também. A vontade de lutar pelo que se quer, ou se acha que quer, a qualquer custo, fica um pouco diferente, mais racional diremos. Afinal, depois de tantas quedas, é natural que coloquemos os pés no chão. Aprendemos a enxergar a realidade, que tanto escondem das crianças e que tanto os jovens fingem não existir.
E nessa de enxergar a dura e fria realidade percebi que eu estava envelhecendo. Foi na primeira vez que pensei: ah se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo diferente. E esse pensamento volta e meia me visita. A verdade é que nada acontece da maneira que sonhamos, que idealizamos. Não que a realidade seja sempre ruim, mas ela normalmente é bem menos graciosa, com um toque de imperfeição, como tudo na vida.
O bom é que, às vezes, somos surpreendidos com coisas maravilhosas, que nem imaginamos. Então seguimos, escrevendo nossa história, fazendo o melhor que podemos, e torcendo para que um ou outro capítulo seja repleto de surpresas boas.
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4 comentários sobre “Recomeços

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