Inspiração

E quando digo inspiração, é inspiração mesmo, pois somos da turma que acha que devemos usar o que queremos e o que nos faz bem.

Não sou de seguir o que está na moda, mas mesmo assim gosto de olhar fotos e abrir minha mente, afinal, vivemos em uma sociedade cheia de preconceitos, e muitos deles estão na nossa cabeça sem percebermos, por isso é bom olhar e ler sobre tudo. Não há problema algum em mudar de opinião, pelo contrário, quando isso acontece, normalmente, é sinal de que estamos evoluindo.

Inicialmente rolou um certo preconceito de minha parte com a inspiração de hoje, pois gola alta me lembra um passado de escolhas fashionísticas estranhas rsrs, mas, depois de olhar uma boa quantidade de fotos pelo Pinterest, fui influenciada e até que estou achando alguns looks bonitos.

 

Portanto, separei alguns looks que gostei e acho que todos são super usáveis na nossa realidade, e, a maioria, serve para nosso inverno tímido.

 

 

Espero que tenham curtido. Essa tendência é uma das apostas desse inverno. Esse pescoço muito quentinho não deve agradar muito quem mora nos lugares mais quentes, mas quem sabe pega para os lugares mais frios desse nosso Brasil.

Que só os beijos te tapem a boca!

Só os beijos

Não é de hoje que há discussões em torno do status solteiros X comprometidos”. Há os que defendem ferrenhamente a vida de solteiro, assim como há os que defendem o compromisso. Não existe melhor, nem pior, para cada um funciona de um jeito.

Existem diversas formas de relacionamento e cada vez aparece mais outras, o fato é que as pessoas, apesar de encontrarem diversas formas de se relacionar, não encontram a motivação certa para isso. É primordial que a escolha de estar com alguém esteja inteiramente ligada ao fato de se querer estar com alguém, parece complicado? Não, não é.

As pessoas tem a urgência de se encontrar em alguém e é aí que está o grande erro, pois, para que um relacionamento dê certo, é preciso que os dois, em primeiro lugar, se aceitem sozinhos! Se você não se ama, como vai conseguir amar o outro? Amor é paz, amor é morada, amor é encontro. Não consigo conceber a ideia de que amar é sofrer. Não estou dizendo que um relacionamento tenha que ser sempre maravilhoso, até porque toda relação, seja ela qual for, sempre apresentará problemas, momentos de discordância, e se quisermos que funcione têm que haver respeito, compreensão, companheirismo.

Minha geração está na “fase do casamento”, tenho muitos amigos casando, mas me espanta a quantidade de amigos querendo “descasar”. É isso mesmo, promovem festas exuberantes onde a ideia parece ser ostentar, cumprir com o cronograma, e logo depois essa excitação passa. E isso tudo acontece por conta da carência, pela necessidade de estar com alguém, de ser amado, de ser aceito e seguir a risca todo o ritual que nos cabe enquanto jovens promissores. Isso faz com que as pessoas se precipitem, optem por uma vida a dois sem nenhum preparo, simplesmente se casam, começam um vida juntos e não sabem nem o porque estão fazendo. E infelizmente e curiosamente, não é por conta de amor.

Somos a geração das redes sociais, onde o mundo precisa ser perfeito, as fotos precisam deixar claro o quanto somos felizes e o quanto aproveitamos a vida, há urgência para tudo, as coisas simplesmente acontecem, se atropelam, tudo é vivenciado na velocidade da luz, relações são descartáveis: assim como começam, terminam. Estamos na era dos aplicativos, conhecer pessoas tem sido tão difícil, que precisamos de auxílio, intervenção, e essa ajuda apenas nos proporciona relações superficiais e tristes. Parece que ser solteiro é uma falta grave, um pecado mortal, para nós, mulheres, principalmente.

Em meio a todas essas constatações, quero seguir acreditando que ainda há amor, que ainda existe aquela forma bonita de amar, não o amor utópico dos desenhos da Disney, mas o amor real, com os pés no chão, aquele amor que já entendeu que o coração que ele habita escolheu compartilhá-lo com alguém, mas ele pode tranquilamente viver naquele coração sozinho. Sou a favor do amor, em sua forma mais pura, independente de estado civil.

Por um mundo com mais beijos e menos hipocrisia!!

Papo de cinema

A dica de filme de hoje na verdade será sobre dois filmes, Na Natureza Selvagem e Livre. Vou falar dos dois porque eles possuem a mesma ideia, mas olha, eles não são imitação, até porque os dois são baseados em histórias reais.

Quando eu estava procurando o filme Livre para assistir, descobri por acaso o filme Na natureza selvagem. Muitas pessoas na internet indicaram ele e eu sempre acabo me empolgando quando é história real. Assisti sem saber nada da história real, e isso foi bem importante para que o filme ficasse mais interessante.

Na Natureza Selvagem (Into the wild) é um filme de 2007, dirigido pelo Sean Penn, o qual esperou 10 anos até que a família do personagem principal aprovasse o filme. Ele conta a história de Christopher McCandless, um jovem que acaba de se formar na faculdade e decide partir em uma viagem pelos Estados Unidos, sem dinheiro e sem avisar a ninguém. Parece loucura de um jovem irresponsável? Pode ser, mas é muito interessante acompanhar tudo o que ele aprendeu nessa jornada e o quanto as pessoas que ele conhece são essenciais para esse aprendizado.

O filme mexe com a gente, faz dar uma vontade louca de fazer o mesmo: sair andando por ai, sem rumo e sem compromisso. Nos faz refletir sobre o sentido de toda essa rotina estabelecida pela sociedade que vivemos. Digo até que ele dá uma força para sairmos da nossa zona de conforto e para enxergarmos os pontos de nossa vida que nos acomodamos e nos conformamos, mesmo estando insatisfeitos.

Achei o filme surpreendente e eu gosto disso. Além de tudo isso, ele possui uma fotografia belíssima e uma trilha sonora muito boa. E mais ainda: há várias citações inspiradoras escritas pelo Christopher. Umas das que eu mais gosto é uma carta deixada pelo Chris para uma das pessoas que ele conhece pelo caminho. Segue um trecho dela:

“Gostaria de repetir o conselho que lhe dei antes: você deveria promover uma mudança radical em seu estilo de vida e fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar.
Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito do homem que um futuro seguro.
A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências [..]
Você está errado se acha que a alegria emana somente ou principalmente das relações humanas. Deus a distribuiu em toda a nossa volta. Está em tudo ou em qualquer coisa que possamos experimentar. Só temos de ter a coragem de dar as costas para nosso estilo de vida habitual e nos comprometer com um modo de vida não-convencional.
O que quero dizer é que você não precisa de mim ou de qualquer outra pessoa para pôr esse novo tipo de luz em sua vida. Ele está simplesmente esperando que você o pegue e tudo que tem a fazer é estender os braços. A única pessoa com quem você está lutando é com você mesmo [..]”

O filme Livre (Wild) é baseado no livro Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço, de Cheryl Strayed. Cheryl decide fazer uma trilha dificílima nos Estados Unidos de 4.200 Km, conhecida como “Pacific Crest Trail”. A história, além de mostrar todo o trajeto dela, mostrando as dificuldades e superações da personagem, também mostra os motivos que a levaram a buscar um recomeço de sua vida, fazendo a trilha.

Ela sai em busca do auto-conhecimento e de sua renovação, e mostra a importância de nos perdoarmos e de entendermos que tudo o que acontece em nossas vidas, sejam coisas boas ou ruins, possuem um propósito. Este filme também nos toca, e vale dar atenção à mãe da Cheryl, é uma mulher incrível, mais até do que a própria Cheryl, na minha opinião. Ela foi interpretada pela Laura Dern, a qual foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por essa personagem.

Eu, como amo ler, estou com vontade de ler os livros que inspiraram os dois filmes. Sei que os livros sempre são melhores e mais profundos. Acho que fica a dica também para quem gosta de livros.