A nova rede social: Tsu

Há um tempo comecei a ouvir falar nela e agora, há uns dias atrás, decidimos entrar nessa nova rede que promete concorrer com nosso tão querido Facebook.

Vos apresento o Tsu . Uma rede social, criada a cerca de um ano, que possui a proposta de pagar pelo conteúdo que você gera, desde que seja autoral. A ideia é ir postando conteúdo interessante, original, reunir amigos e seguidores e conforme você for ganhando visibilidade, receber uma receita por seu trabalho.

A rede funciona bem parecida com o Facebook. Na verdade, eu achei uma mistura de Facebook com Instagram, mas não sei se essa impressão é viagem minha. Digo isso porque, visualmente, ela lembra o Facebook, além de podermos ter amigos e participar de grupos, curtir postagens e fazer comentários. No entanto, você também pode ter seguidores (que são a maioria) e seguir pessoas, sem tornarem-se amigos. Há também uma forma de visualizar todos os posts, bem parecido com o mural do Instagram.

Minhas primeiras impressões quanto à rede é que já podemos perceber um bom número de grandes usuários de outros países, os quais já geram bastante conteúdo e são bem ativos. Também percebo que todos estão bastante interessados em conhecer os novos usuários. Não sei se essa rede cairá no gosto do brasileiro, nem se é possível receber algum valor considerável com as postagens, mas, mesmo assim, estou curtindo conhecer essa nova forma de interação virtual.

Caso fiquem curiosos, nosso blog já possui um perfil no Tsu, é @papofiado. 😉

Para entrar no Tsu é preciso receber um convite de um membro, mas, para conseguir isso, é só entrar no link de um membro, pode ser o nosso aqui, e clicar em JOIN para se inscrever.

Um dia no Rio: Praça Mauá

Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro, passou por 4 anos de obras e, em setembro deste ano, ela finalmente foi reinaugurada. Ela localiza-se à beira da Baía de Guanabara e marca o início da Avenida Rio Branco e também da Zona Portuária.

Vista área da antiga Praça Mauá

Velha conhecida dos cariocas, a Praça estava há anos abandonada e sem segurança, até ser revitalizada. Por isso, quando decidimos visitá-la no último feriadão, ficamos muito felizes em ver que ela está linda, cheia de turistas, famílias com crianças andando de skate, patins. Eu estava bastante curiosa para ver como ela estava, principalmente com relação à segurança do local, e posso dizer que na Praça me senti bastante à vontade e segura. Além de estar muito movimentada e com muitas famílias, também vi alguns guardas e, com isso, não tivemos problema para tirar fotos, usar o celular ou sentar tranquilamente para comer.

Vista da Praça Mauá revitalizada (Créditos: http://www.odia.ig.com.br)

Há opções para todos os gostos. Tem muitos food trucks com diversas opções de comidas, nós comemos um wrap de falafel que estava muito bom! Sou vegetariana e tive a sorte de encontrar uma comidinha para mim e ainda influenciei as amigas a optarem por ele também. Mas não tem só comida, há, também, várias barraquinhas de artesanato e moda e torço para que, com o tempo, tenhamos mais opções ainda, para ficar ainda mais interessante. No dia que fomos, um sábado, ainda estava tocando um sambinha bem a cara do Rio.

Cidade Olímpica (Créditos: http://www.cidadeolimpica.com.br)

Não podemos deixar de comentar que o Museu de Arte do Rio é ali na Praça e oferece uma vista linda de todo o local, mas acabou que não fomos nesse dia. E, em dezembro, será a inauguração do Museu do Amanhã, localizado no Píer Mauá, o que deixará a praça ainda mais movimentada. O Museu está lindo por fora, rende ótimas fotos, e parece que será bem interessante, principalmente para a criançada.

Praça Mauá com o Museu do Amanhã ao fundo

Chegar de transporte público é super fácil, afinal, é no Centro do Rio. De carro só complica para estacionar. Não vi nenhum estacionamento próprio para isso, então tivemos que parar em uma rua um pouco mais afastada, nesse caso tem que ficar de olho e não dar mole até chegar no carro. Acho que seria legal acrescentar algum estacionamento pertinho ou então um pouco mais de segurança nas ruas do entorno.

Se você estiver procurando algum lugar diferente para passar uma tarde agradável no Rio, coloque a Praça Mauá como uma de suas opções, vale a pena prestigiar pelo menos uma vez esse lugar cheio de história e que se tornou o novo ponto turístico do Rio.

– Praça Mauá
Av. Rodrigues Alves, 135 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

– Museu de Arte do Rio
Praça Mauá, 5, Centro – CEP 20081-240 – Rio de Janeiro/RJ
21) 3031 2741
Terça a domingo, das 10h às 17h. Às terças-feiras, o MAR é gratuito para todos.
http://www.museudeartedorio.org.br

– Museu do Amanhã
Praça Mauá, 1 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20081-240
Ainda não inaugurado
http://museudoamanha.org.br/

Sim, façamos um escândalo!!!!

Oi gente, tudo bem???

Bom, no meu último post eu disse que faria uma resenha (e farei) sobre o livro Cartas de Amor aos Mortos que sim, continuo apaixonada, rsrs…Mas diante da repercussão sobre o tema da redação do ENEM e o caso da Valentina (Masterchef), resolvi priorizar o assunto!

Embora eu saiba como o mundo funciona para nós mulheres, confesso que custei a acreditar nas coisas que li relacionadas à Valentina, como podem falar coisas desse tipo para uma criança? Sei que a pedofilia existe e em números alarmantes, mas cada vez que presencio um crime desses, meu estomago revira e sinto vontade de socar a cara de alguém. Meu Deus, é uma criança com cara de criança e mesmo que não fosse, mesmo que estivéssemos falando de uma adulta, alguém teria o direito de estuprá-la por isso? NÃO, seus pedófilos de merda!!!

Após os últimos acontecimentos, tenho lido muita coisa na internet sobre mulheres, e é impressionante como tem muita gente falando merda, cagando pela boca. Li, por exemplo, um texto em que um filho de chocadeira (sim, porque só chamando assim, hahaha), disse que o mundo não precisa de mulheres, que os homens são seres superiores e que nós não prestamos para nada (ainda estou tentando entender como essa ameba foi gerada, porque né?!). Li também um texto de um sem noção falando que a sociedade se incomoda tanto sobre direitos das mulheres mas ninguém se importa de morrerem muito mais homens, mas isso é totalmente justificável, por motivos óbvios:

Homens 1

Homens 2

Maaaas, como nem tudo são espinhos, tenho visto também muita coisa bacana, uma comoção muito linda e que é extremamente importante, pois, este é um tema sério e deve ser debatido sempre, não podemos achar que é normal a maneira como somos tratadas. Não pode ser normal sairmos de casa com medo de sermos assediadas nos transportes públicos, não podemos andar nas ruas com a irritação, o incomodo de nos sentirmos como pedaços de carne, não devemos nos policiar de maneira quase doentia sobre a roupa que vestimos, uma roupa não pode ser um sinal verde para nenhum tipo de assédio, me dá ódio quando ouço algum babaca proferir a asneira: “Com essa roupa ela está pedindo..”, “”tá querendo…”. Pera, não é assim, se eu quiser saio nua e foda-se. Meu corpo, minhas regras!!!!!!

Outra coisa que me chamou muita atenção foi o movimento #primeiroassedio, onde muitas mulheres relatam assédios sofridos ao longo da vida. Embora não seja feliz o que está sendo compartilhado, é lindo ver que tantas mulheres estão tendo coragem de dividir algo tão doloroso, estão gritando, se mostrando ao mundo, se unindo contra um mal que nos assola desde sempre! Somos tão acostumadas a nos calar e a ter que engolir certas coisas, que fico chocada quando me deparo com relatos de pessoas próximas a mim que eu nunca fiquei sabendo que tinham sofrido assédio antes, nesses momentos penso o quanto tudo isso ainda é tabu, em pleno século XXI.

Assim como todas essas mulheres corajosas, deixo aqui o relato do meu #primeiroassedio: Aconteceu há pouco mais de um ano, em uma manhã de domingo. Embora essa porra não seja justificativa para nenhum tipo de assédio, posso dizer que não estava com roupas curtas e nem andando sozinha em algum lugar perigoso, tarde da noite, como uns e outros dizem por aí: “procurando…” Caminhava junto a minha mãe em uma passarela no bairro de São Cristovão quando um filho da puta veio na direção contrária a mim, passou do meu lado e conseguiu mesmo através da sacola que eu carregava passar a mão no meio das minhas pernas. Minha reação foi a mais revoltada possível, comecei a berrar, a xingar, a querer ir atrás dele para bater, chamar a polícia, sei lá, só sei que enlouqueci, foi uma mistura de sentimentos, um ódio tão grande…Minha mãe não permitiu que eu fizesse nada, pois estávamos sozinhas e ela temia pela nossa segurança. O pior de tudo foi ver que o desgraçado descia o restante da passarela com a cara mais cínica do mundo, como se não tivesse feito nada. Enquanto eu seguia meu caminho chorando, me sentindo suja, me sentindo revoltada, ele seguia o trajeto dele fazendo sabe se lá o que com outras meninas que encontrou pelo caminho.

Fiquei pensando após esse episódio e penso sempre sobre todas as mulheres que sofrem estupros, que sofrem violência dentro de casa, que não tem voz, que vivem a margem da sociedade e isso me entristece, isso me revolta. O meu desejo é que todo esse engajamento seja permanente, que possamos nos unir, que tenhamos voz, que façamos com que nos ouçam, que finalmente sejamos livres para fazermos nossas escolhas.

E pra você que considera as mulheres mero objetos, sem nenhum valor, o meu mais sincero VAI TOMAR NO CÚ.