Papo de cinema

A dica de filme de hoje na verdade será sobre dois filmes, Na Natureza Selvagem e Livre. Vou falar dos dois porque eles possuem a mesma ideia, mas olha, eles não são imitação, até porque os dois são baseados em histórias reais.

Quando eu estava procurando o filme Livre para assistir, descobri por acaso o filme Na natureza selvagem. Muitas pessoas na internet indicaram ele e eu sempre acabo me empolgando quando é história real. Assisti sem saber nada da história real, e isso foi bem importante para que o filme ficasse mais interessante.

Na Natureza Selvagem (Into the wild) é um filme de 2007, dirigido pelo Sean Penn, o qual esperou 10 anos até que a família do personagem principal aprovasse o filme. Ele conta a história de Christopher McCandless, um jovem que acaba de se formar na faculdade e decide partir em uma viagem pelos Estados Unidos, sem dinheiro e sem avisar a ninguém. Parece loucura de um jovem irresponsável? Pode ser, mas é muito interessante acompanhar tudo o que ele aprendeu nessa jornada e o quanto as pessoas que ele conhece são essenciais para esse aprendizado.

O filme mexe com a gente, faz dar uma vontade louca de fazer o mesmo: sair andando por ai, sem rumo e sem compromisso. Nos faz refletir sobre o sentido de toda essa rotina estabelecida pela sociedade que vivemos. Digo até que ele dá uma força para sairmos da nossa zona de conforto e para enxergarmos os pontos de nossa vida que nos acomodamos e nos conformamos, mesmo estando insatisfeitos.

Achei o filme surpreendente e eu gosto disso. Além de tudo isso, ele possui uma fotografia belíssima e uma trilha sonora muito boa. E mais ainda: há várias citações inspiradoras escritas pelo Christopher. Umas das que eu mais gosto é uma carta deixada pelo Chris para uma das pessoas que ele conhece pelo caminho. Segue um trecho dela:

“Gostaria de repetir o conselho que lhe dei antes: você deveria promover uma mudança radical em seu estilo de vida e fazer corajosamente coisas em que talvez nunca tenha pensado, ou que fosse hesitante demais para tentar.
Tanta gente vive em circunstâncias infelizes e, contudo, não toma a iniciativa de mudar sua situação porque está condicionada a uma vida de segurança, conformismo e conservadorismo, tudo isso parece dar paz de espírito, mas na realidade nada é mais maléfico para o espírito do homem que um futuro seguro.
A coisa mais essencial do espírito vivo de um homem é sua paixão pela aventura. A alegria da vida vem de nossos encontros com novas experiências [..]
Você está errado se acha que a alegria emana somente ou principalmente das relações humanas. Deus a distribuiu em toda a nossa volta. Está em tudo ou em qualquer coisa que possamos experimentar. Só temos de ter a coragem de dar as costas para nosso estilo de vida habitual e nos comprometer com um modo de vida não-convencional.
O que quero dizer é que você não precisa de mim ou de qualquer outra pessoa para pôr esse novo tipo de luz em sua vida. Ele está simplesmente esperando que você o pegue e tudo que tem a fazer é estender os braços. A única pessoa com quem você está lutando é com você mesmo [..]”

O filme Livre (Wild) é baseado no livro Livre – A Jornada de Uma Mulher Em Busca do Recomeço, de Cheryl Strayed. Cheryl decide fazer uma trilha dificílima nos Estados Unidos de 4.200 Km, conhecida como “Pacific Crest Trail”. A história, além de mostrar todo o trajeto dela, mostrando as dificuldades e superações da personagem, também mostra os motivos que a levaram a buscar um recomeço de sua vida, fazendo a trilha.

Ela sai em busca do auto-conhecimento e de sua renovação, e mostra a importância de nos perdoarmos e de entendermos que tudo o que acontece em nossas vidas, sejam coisas boas ou ruins, possuem um propósito. Este filme também nos toca, e vale dar atenção à mãe da Cheryl, é uma mulher incrível, mais até do que a própria Cheryl, na minha opinião. Ela foi interpretada pela Laura Dern, a qual foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por essa personagem.

Eu, como amo ler, estou com vontade de ler os livros que inspiraram os dois filmes. Sei que os livros sempre são melhores e mais profundos. Acho que fica a dica também para quem gosta de livros.

Papo de cinema

Aproveitando que hoje é domingo, dia internacional da preguiça, aquele dia que bate uma vontade imensa de ficar na cama, alternando entre comer, dormir e ver TV, vou dar uma dica de filme. Vou tentar fazer isso toda semana, apesar de não ser cinéfila, toda semana tento buscar algo novo para assistir.

A dica de hoje é o filme Mesmo se nada der certo (Begin Again), de 2014, com Keira Knightley, Mark Ruffalo e Adam Levine.

O filme conta a história de uma inglesa (Keira Knightley), cantora e compositora, que entra em crise após o namorado americano (Adam Levine), o qual começa a se tornar um cantor famoso, terminar com ela. Então ela acaba conhecendo um produtor musical em decadência (Mark Ruffalo), que também não está vivendo uma fase boa, e, a partir daí, eles começam a dar a volta por cima. Mas gente, o filme não é clichê, não vou contar muito para não perder a graça. A questão é que ele passa uma mensagem tão legal para gente, tem um final tão gostoso de assistir, que eu fiquei encantada. Você percebe que dá para ser feliz mesmo quando as coisas não ocorrem exatamente como planejado e que a vida traz algumas surpresas que podem ser melhores do que imaginávamos.

Veja o trailer abaixo:

É um filme leve, interessante e deixa a gente com uma sensação boa quando acaba. Como o filme gira em torno do meio musical, ele tem uma trilha sonora deliciosa. A música principal é a “Lost Stars”, interpretada pelo Adam Levine, que inclusive concorreu ao Oscar 2015 na categoria de Melhor Canção, e a apresentação do Adam no Oscar fez muito sucesso.

E para terminar segue o vídeo da música Los Stars