Feliz nosso dia!

Ontem. Hoje. Amanhã. Sempre. Todo dia. Toda hora. Todos os momentos. O tempo que for.

De roupa. Sem roupa. De casaco. De calça. De sainha. De vestido. De shortinho. De burca. De biquíni. Do jeito que quiser.

Em casa. Na rua. No shopping. Na obra. Na praia. No lugar que estiver.

No estádio. Na passarela. Na televisão. Na obra. Na faculdade. No escritório. Na profissão que escolher.

No respeito. No cuidado. No carinho. No afago. No amor. O melhor que merecem ter.

Feliz todo dia. Feliz toda vida. Feliz mulher!

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Que só os beijos te tapem a boca!

Só os beijos

Não é de hoje que há discussões em torno do status solteiros X comprometidos”. Há os que defendem ferrenhamente a vida de solteiro, assim como há os que defendem o compromisso. Não existe melhor, nem pior, para cada um funciona de um jeito.

Existem diversas formas de relacionamento e cada vez aparece mais outras, o fato é que as pessoas, apesar de encontrarem diversas formas de se relacionar, não encontram a motivação certa para isso. É primordial que a escolha de estar com alguém esteja inteiramente ligada ao fato de se querer estar com alguém, parece complicado? Não, não é.

As pessoas tem a urgência de se encontrar em alguém e é aí que está o grande erro, pois, para que um relacionamento dê certo, é preciso que os dois, em primeiro lugar, se aceitem sozinhos! Se você não se ama, como vai conseguir amar o outro? Amor é paz, amor é morada, amor é encontro. Não consigo conceber a ideia de que amar é sofrer. Não estou dizendo que um relacionamento tenha que ser sempre maravilhoso, até porque toda relação, seja ela qual for, sempre apresentará problemas, momentos de discordância, e se quisermos que funcione têm que haver respeito, compreensão, companheirismo.

Minha geração está na “fase do casamento”, tenho muitos amigos casando, mas me espanta a quantidade de amigos querendo “descasar”. É isso mesmo, promovem festas exuberantes onde a ideia parece ser ostentar, cumprir com o cronograma, e logo depois essa excitação passa. E isso tudo acontece por conta da carência, pela necessidade de estar com alguém, de ser amado, de ser aceito e seguir a risca todo o ritual que nos cabe enquanto jovens promissores. Isso faz com que as pessoas se precipitem, optem por uma vida a dois sem nenhum preparo, simplesmente se casam, começam um vida juntos e não sabem nem o porque estão fazendo. E infelizmente e curiosamente, não é por conta de amor.

Somos a geração das redes sociais, onde o mundo precisa ser perfeito, as fotos precisam deixar claro o quanto somos felizes e o quanto aproveitamos a vida, há urgência para tudo, as coisas simplesmente acontecem, se atropelam, tudo é vivenciado na velocidade da luz, relações são descartáveis: assim como começam, terminam. Estamos na era dos aplicativos, conhecer pessoas tem sido tão difícil, que precisamos de auxílio, intervenção, e essa ajuda apenas nos proporciona relações superficiais e tristes. Parece que ser solteiro é uma falta grave, um pecado mortal, para nós, mulheres, principalmente.

Em meio a todas essas constatações, quero seguir acreditando que ainda há amor, que ainda existe aquela forma bonita de amar, não o amor utópico dos desenhos da Disney, mas o amor real, com os pés no chão, aquele amor que já entendeu que o coração que ele habita escolheu compartilhá-lo com alguém, mas ele pode tranquilamente viver naquele coração sozinho. Sou a favor do amor, em sua forma mais pura, independente de estado civil.

Por um mundo com mais beijos e menos hipocrisia!!

Recomeços


Temos o costume de buscar explicações, ou culpados, para tudo o que nos acontece. Idealizamos nosso futuro, e quando ele não corresponde a nossa expectativa, dificilmente nos culpamos. Esquecemos que quase tudo é reflexo de nossas escolhas, normalmente pequenas, mas nossas escolhas.
Claro que determinadas situações fogem do nosso controle e são inevitáveis, por isso é muito desgastante pensar que uma cadeia de acontecimentos pode ter se iniciado porque simplesmente saímos para comprar pão.
Às vezes as grandes mudanças devem-se a uma única decisão, como a escolha do que cursar na faculdade. Então, quando as coisas dão errado normalmente seguimos por dois caminhos: ou enlouquecemos nos culpando por tudo ou culpamos tudo e todos pelas injustiças da vida, menos nós mesmos.
O grande segredo é encontrar o equilíbrio entre esses dois extremos. É importante enxergamos que existem coisas que estão fora do nosso alcance, e quando conseguimos compreendê-las, a única coisa que temos controle é sobre nossa atitude perante esses acontecimentos.
No entanto, mais importante ainda é reconhecer aquilo que é nossa responsabilidade e, mais ainda, saber que nunca é tarde para mudar, sem culpar-nos pelos erros cometidos, pois todos cometem.

Afinal, a vida é assim: cheia de alegrias, tristezas, gostos, desgostos, surpresas e decepções. Cada dia aprendemos uma nova lição, que vem fazer companhia para nossa bagagem repleta de memórias, as quais vão nos modificando, talvez até nos tornando mais duros com a humanidade.

A paciência diminui, a ansiedade também. A vontade de lutar pelo que se quer, ou se acha que quer, a qualquer custo, fica um pouco diferente, mais racional diremos. Afinal, depois de tantas quedas, é natural que coloquemos os pés no chão. Aprendemos a enxergar a realidade, que tanto escondem das crianças e que tanto os jovens fingem não existir.
E nessa de enxergar a dura e fria realidade percebi que eu estava envelhecendo. Foi na primeira vez que pensei: ah se eu pudesse voltar no tempo, teria feito tudo diferente. E esse pensamento volta e meia me visita. A verdade é que nada acontece da maneira que sonhamos, que idealizamos. Não que a realidade seja sempre ruim, mas ela normalmente é bem menos graciosa, com um toque de imperfeição, como tudo na vida.
O bom é que, às vezes, somos surpreendidos com coisas maravilhosas, que nem imaginamos. Então seguimos, escrevendo nossa história, fazendo o melhor que podemos, e torcendo para que um ou outro capítulo seja repleto de surpresas boas.